braziliaanse leefstijl

Existe um projeto recente do Mecanoo para os arredores Eindhoven, na Holanda. Um conjunto residencial, um condomínio. O Mecanoo é um dos escritórios que eu mais admiro o trabalho. Lembro da exposição deles na Bienal de Arquitetura de 1999. Acho que era a 4ª Bienal de Arquitetura de São Paulo. Puta exposição! Eu estava no segundo período da faculdade e foi quando descobri o trabalho deles. De lá pra cá venho acompanhando o portfolio do escritório. Bom, dia desses joguei no Google o nome de um conhecido que era da faculdade e que está trabalhando por lá, faz já uns 3 anos. Surpresa! Rodrigo Louro dos Santos Flor, o Rodrigo Louro. Desenvolveu o projeto para uma das residências do condomínio. A proposta era desenvolver um projeto que refletisse o estilo de vida do país de origem de cada um dos 4 arquitetos selecionados. Achei interessante a proposta dele e a maneira como ele tenta inserir o “braziliaanse leefstijl” sob a ótica holandesa. Mas não só isso. Achei genial o Mecanoo reconhecer a autoria dos projetos e também usar isso como uma mais valia da diversidade cultural do escritório. E fiquei feliz pra cacete em saber que o Rodrigo está com prestígio lá dentro… o cara merece!
Os outros projetos também são interessantes e mais sobre o empreendimento pode ser visto aqui.
e por falar em Cuca Roseta
…agora me diz… de onde será que sai essa voz toda da miúda?!
e por falar em Agualusa
Olhem que interessante o texto:
“Imaginem um rapaz correndo de mota numa estrada secundária. O vento bate-lhe no rosto. O rapaz fecha os olhos e abre os braços, como nos filmes, sentindo-se vivo e em plena comunhão com o universo. Não vê o camião irromper do cruzamento. Morre feliz. A felicidade é quase sempre uma irresponsabilidade. Somos felizes durante os breves instantes em que fechamos os olhos.”
saudades de portugal no brasil
Acabei de assistir ao documentário Carnaval para D. João VI, mas infelizmente não vi desde o início. O filme busca, através de depoimetos de artistas e imigrantes, portugueses e brasileiros, traçar um panorama da evolução da relação entre os dois países. Sei que sou suspeito pra gostar, mas confesso que no começo não dei muita bola. Depois fui colecionando agradáveis surpresas e quando vi estava totalmente tomado.
Por exemplo, o escritor José Eduardo Agualusa diz que “o Rio de Janeiro é uma espécie de Lisboa desabrochada pelo sol” e ainda vai além. Agualusa completa dizendo que o Rio de Janeiro é a cidade mais portuguesa do Brasil. Ora, genial! Eu já tinha dito aqui que gostava de pensar no Rio de Janeiro como uma intenção de Lisboa, que se perdeu…
Ainda tive outras ótimas surpresas como rever a fadista Cuca Roseta, que conheci pessoalmente e ainda fui assití-la cantar em minha última noite Lisboeta de 2008.
Acho que o filme é isso: uma coleção de pequenas coisas; um quebra-cabeça de pequenas referências. Cabe a nós montar as pecinhas.
Segue a grade de reapresentação do documentário no canal Futura:
Fevereiro 2009
Domingo, 15/02/2009 às 20:30
Quinta, 19/02/2009 às 23:30
Domingo, 22/02/2009 às 16:30
Terça, 24/02/2009às 20:30
my playground
MY PLAYGROUND é um documentário sobre “o movimento através do espaço urbano”, um termo cabeça para o já batido parkour, e inclui depoimentos de arquitetos, planejadores urbanos, políticos e filósofos. Parece interessante. Quem assina é o jovem artista e designer Kaspar Astrup Schröeder (1979). Interessante que o filme é rodado em Copenhagen e tem como cenário principal o projeto do escritório local BIG. O lançamento está previsto para o meio do ano. É esperar pra ver.
ecofont
4 anos!
Em janeiro fez 4 anos que comecei com o Alecrins no Canavial. Bom, acho que posso considerar-me um sobrevivente. Entre indas e vindas estamos aí e agradeço a todos da equipe, que sou eu mesmo. Rá!
sobre a vanguarda
Acho muito interessante essa visão do jovem arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels sobre o papel da vanguarda na arquitetura. É um texto onde ele começa escrevendo que a imagem tradicional do arquiteto radical é a de um jovem irritado rebelando-se contra o que está estabelcido e depois completa dizendo que a vanguarda se define muito mais por aquilo que é contra quando deveria definir-se pelo que ela é a favor. Concordo plenamente. Ingels ainda acrescenta, de forma irônica e inteligente, que se a sua agenda depende em ser oposição a de alguém, em suma, você não passa de um seguidor às avessas. Outro ponto importante deste texto é a proposta de uma revisão do significado de tomada de posição durante o processo de projeto. Em outras palavras, o manifesto assume que a arquitetura deve alimentar-se do conflito de interesses sem que isto signifique escolher um lado. Pelo contrário! É possível escolher os dois e transformar esta escolha no grande desafio do arquiteto.
Se não me engano este manifesto foi originalmente escrito em uma edição especial sobre manisfestos da revista inglesa Icon e posteriormente publicada na 13ª edição da revista Volume. Ou talvez o contrário. Ambas de 2007. Abaixo o manifesto completo:
BIGamy (you can have both)
The traditional image of the radical architect is the angry young man rebelling against the establishment. The avant-garde is defined more by what it is against than what it is for. This leads to an oedipal succession of contradictions where each generation says the opposite of the previous. And if your agenda is dependant on being the opposite of someone else’s, you are simply a follower – in reverse.
Rather than being radical by saying fuck the establishment, fuck gravity, fuck the neighbours, fuck the budget, fuck the context – we want to try to turn pleasing into a radical agenda.
What if design could be the opposite of conflict? Not by ignoring it, but by feeding off it. A way to incorporate and integrate differences – not through compromise or by choosing sides, but by tying conflicting interests into a Gordian knot of new ideas.
We propose to let the forces of society decide which of our ideas can live, and which must die. Surviving ideas will evolve through mutation and crossbreeding into an entirely new species of architecture.
An inclusive rather than exclusive architecture. An architecture unburdened by conceptual monogamy. An architecture where you don’t have to choose between public or private, dense or open, angled or curved, blond or brunette etc. An architecture where you can have both.
impressionismo 2.0

Muito boa esse releitura da Mona Lisa. A ilustração tem as mesmas dimensões da pintura original e pode ser comprada sob encomenda no site do autor. Rafa Jenn.


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