alecrins no canavial

sobre a vanguarda

Posted in arquitetura, design by Alziro on janeiro 25, 2009

Acho muito interessante essa visão do jovem arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels sobre o papel da vanguarda na arquitetura. É um texto onde ele começa escrevendo que a imagem tradicional do arquiteto radical é a de um jovem irritado rebelando-se contra o que está estabelcido e depois completa dizendo que a vanguarda se define muito mais por aquilo que é contra quando deveria definir-se pelo que ela é a favor. Concordo plenamente. Ingels ainda acrescenta, de forma irônica e inteligente, que se a sua agenda depende em ser oposição a de alguém, em suma, você não passa de um seguidor às avessas. Outro ponto importante deste texto é a proposta de uma revisão do significado de tomada de posição durante o processo de projeto. Em outras palavras, o manifesto assume que a arquitetura deve alimentar-se do conflito de interesses sem que isto signifique escolher um lado. Pelo contrário! É possível escolher os dois e transformar esta escolha no grande desafio do arquiteto.

Se não me engano este manifesto foi originalmente escrito em uma edição especial sobre manisfestos da revista inglesa Icon e posteriormente publicada na 13ª edição da revista Volume. Ou talvez o contrário. Ambas de 2007. Abaixo o manifesto completo:

BIGamy (you can have both)

The traditional image of the radical architect is the angry young man rebelling against the establishment. The avant-garde is defined more by what it is against than what it is for. This leads to an oedipal succession of contradictions where each generation says the opposite of the previous. And if your agenda is dependant on being the opposite of someone else’s, you are simply a follower – in reverse.

Rather than being radical by saying fuck the establishment, fuck gravity, fuck the neighbours, fuck the budget, fuck the context – we want to try to turn pleasing into a radical agenda.

What if design could be the opposite of conflict? Not by ignoring it, but by feeding off it. A way to incorporate and integrate differences – not through compromise or by choosing sides, but by tying conflicting interests into a Gordian knot of new ideas.

We propose to let the forces of society decide which of our ideas can live, and which must die. Surviving ideas will evolve through mutation and crossbreeding into an entirely new species of architecture.

An inclusive rather than exclusive architecture. An architecture unburdened by conceptual monogamy. An architecture where you don’t have to choose between public or private, dense or open, angled or curved, blond or brunette etc. An architecture where you can have both.

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